quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Mas acham mesmo que é assim tão má?



Esquece, deixa-me ir só ali vomitar um bocadinho que já me recomponho.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Dei-lhes uma coça em pensamento e juro foi muito bom

Hoje dirigi-me a uma conhecida loja de artigos de desporto (vamos chamar-lhe Decathlon, para facilitar) e tive de estacionar o carro a alguma distância da entrada, pois todos os lugares mais próximos estavam já ocupados. Ao aproximar-me da porta reparei num belíssimo Mercedes que se aproximava e que, apesar da impecável capacidade motriz do casal de meia idade que lá de dentro saiu, complementada pela ausência de qualquer dístico específico, decidira estacionar numa zona reservada a portadores de deficiência, poupando-se assim a um razoável passeio à chuva numa manhã fria de quase Inverno.

Indignada, porém confiante na sensibilidade da menina do balcão das informações, solicitei que fosse pedida a comparência do proprietário da viatura, por forma a corrigir a sua lamentável 'distracção'. Passados 15 minutos fui repetir o pedido e fui brindada com um olhar equivalente a 'não vês que eu estou aqui cheia de trabalho, ó Madre Teresa das Couves?', mas que na verdade se traduziu num envergonhado grunhido do género 'ah, ainda não encontrei o meu colega'. Pois claro, a culpa é sempre do outro, já se sabe.

Tive de ser acalmada por uma amiga que me acompanhava (e que já há algum tempo me apelidou de 'salvadora dos oprimidos'), conseguindo assim resistir à tentação de pedir o livro amarelo ou de dar uma valente puxadela de cabelos (assim mesmo à gaija) à menina das informações.

Mau demais foi quando me cruzei com o tal casal no corredor dos artigos para a neve e a minha amiga me arrastou (pouco subtilmente) para o corredor do lado. Aguentei caladinha, que nem uma lady, mas cá dentro de mim gritei bem alto:
"Os lugares para deficientes não estão reservados a deficientes mentais, ó caralho!"
(e juro que aqui o 'deficientes mentais' é mesmo figure of speech, dedicado exclusivamente àqueles que, tendo capacidades cognitivo-intelectuais suficientes para tirar uma carta de condução, não se encontram em semelhante estadio de desenvolvimento emocional).


É que estas coisas entristecem-me mesmo, sabem? São reveladoras de falta de civismo, de respeito pelo próximo e de solidariedade. Até porque, para quem não tenha reparado, a partir de amanhã começa o mês de Natal, que é também o mês em se assinala o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, uma efeméride que faz todo o sentido, sobretudo no ponto em que as coisas (ainda) estão.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Fui plagiada ou então tornei-me num estudo de caso


Má onda, Sigmund, escreveres assim um livro sobre mim, sem o meu consentimento informado.
E os (meus) actos falhados? Estão lá todos, aposto.

sábado, 21 de novembro de 2009

Ai, lucidez efémera

Outro dia acordei a pensar que devia mudar radicalmente duas ou três coisas na minha vida.

Felizmente estes momentos de lucidez são extremamente fugazes. São como aqueles virus que atacam de forma fulminante, mas que não se adaptam ao hospedeiro e saltam logo para outro organismo. Lamentavelmente, desta breve estadia, resultam sempre mais danos do que benefícios imunológicos.


Desculpem lá este sentido de humor meio cínico. Haverá para aí alguma vacina que me resolva isto?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Agora vou-me deitar.

Desculpem, pensei que estava no tuíta.
Um miúda bebe um copo de champagne (ler à francesa) e começa a confundir as suas plataformas de redes socias.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Eu já, eu nunca, eu sei, eu quero, eu sonho - LADO B

Eu já andei perdida duas vezes em pleno Casal Ventoso e não andava à procura de droga.

Eu nunca pensei que fosse possível ter sexo no meio de muita gente e ninguém dar por nada (acho).

Eu sei perfeitamente como manipular as pessoas mas nem sempre quero ou consigo.

Eu quero fazer um rally das sexshops lisboetas, para depois vir aqui ou ali contar como foi.

Eu sonho fazer parte de um programa dos Contemporânios, cantar uma música com o Sérgio Godinho, aprender a dançar tango argentino, saber fazer contas de cabeça, ter uma personal assistant, ter um grande amigo gay, conhecer o Nélson Évora e aprender a tocar bateria.

Pronto, assim de repende é só. Satisfeita, Pólo Norte?

domingo, 15 de novembro de 2009

Palermices

Gosto de abraços de grupo.
Gosto de conhecer pessoas novas e de reencontar pessoas 'velhas'. De alternar entre conversas profundas e banais, perdendo a noção do tempo, do espaço ou da quantidade de álcool consumido.
Gosto de conversar com os homens, mas gosto sobretudo das conversas de mulheres. Daquelas em que se fala da vida, do período, dos pêlos, do sexo, das hormonas, dos sentimentos, dos filhos e das compras.
Gosto de sorrisos rasgados e de opiniões sinceras. Gosto de trocar elogios.
Gosto de jantares de amigos cheios de brindes. E brindo a tudo e mais alguma coisa, só pelo prazer de ouvir aquele som que os copos fazem quando se encontram uns com os outros, dando vida aos desejos partilhados entre os presentes.
Gosto de brindar aos outros no dia deles e gosto que brindem a mim quando for o meu dia.
Gosto de dançar e de cantarolar na rua, mesmo que seja ao som de uma música de Laura Pausini, trazida pelo karaoke de um bar manhoso qualquer.
Gosto de amigos consistentes e de pessoas simples, genuínas, empáticas e festivas.
Gosto de sonhar acordada e crio constantemente expectativas em relação a tudo e a todos. Deixo-me por isso surpreender constantemente, para o bom e para o mau.
Gosto de organizar festas com 92 dias de antecedência para garantir a presença daqueles que me são caros.
Sou um coração mole e sou muito dada a palermices. Talvez por isso seja a palerma do grupo, como uma amiga certa vez me disse.
Mas eu sou assim.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Para mim. Só para mim.

Porque esta é a minha sexta-feira 13.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O melhor antidepressivo do mercado

Se eu pudesse, neste momento, fechava para balanço. Como não posso, deixo-me estar a ler a Vogue, o meu antidepressivo de eleição.
Não há melhor inibidor selectivo da recaptação de serotonina à venda no mercado, sobretudo porque não carece de receita médica e vende-se em qualquer supermercado. Tem pouquíssimos efeitos secundários, tirando o pequeno pormenor de aumentar a propensão para alguns comportamentos aditivos (ex. fazer compras). Também não custa a digerir e jamais interage com outros fármacos.

E é assim que, sentindo-me uma Coco por dentro, me mostro uma reluzente Chanel por fora.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O grande pesadelo da minha vida

Há já muito tempo que não pensava em ti nem sonhava contigo. És terrível, destrutivo e amaldiçoo o primeiro dia em que te vi. No início achei que era forte e que tu não me ias fazer mal, mas rapidamente e sem perceber muito bem porquê, comecei a ficar viciada em ti: pensava em ti de noite, de dia e, sobretudo, antes de adormecer, mas tenho conseguido evitar-te sempre nos meus sonhos.
Nunca antes reconheci isto, mas sou obcecada por ti desde os meus verdes 13 anos! Mas quis a vida que eu crescesse e fosse ganhando defesas... tudo até alguém outro dia me dizer 'ele vai aparecer novamente em 2010', o que me gerou um arrepio profundo pela espinha abaixo.

Por isso rogo-te, Freddy Krueger, que evites os Cinemas que eu frequento!


domingo, 25 de outubro de 2009

Noite perfeita

Três amigas e um carro avariado no meio da autoestrada é uma oportunidade excelente para colocar muita coisa em dia. Coloca-se em dia a conversa, as canções, os risos e uma ou outra lágrima. Olha-se nos olhos e vê-se para além dos mesmos. Fala-se com o coração e põe-se a nu a alma.
Há já algum tempo que não estávamos juntas. Quis o destino que um dia nos encontrássemos, mas a geografia da vida fez com que nos afastássemos. Ainda assim, continuamos a finalizar as frases umas das outras, a partilhar alguns sonhos e a respeitar as nossas diferenças.
E é por isso que há noites perfeitas. Mesmo que tenhamos de fazer todo o caminho de volta a 40 à hora e com os quatro piscas. Mesmo que tenhamos de cancelar o belíssimo restaurante agendado com mais de uma semana de antecedência e comer um manhoso hamburger no McDonald's.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Senti na pele a mais famosa teoria de Einstein

Quando se passa dias a fio no ginásio a ouvir sequências várias de stump stump stump e de repente se ouve uma versão remix dos Tokyo Hotel ou de Pink, não é que isso nos soa a rock da pesada... e do bom!?

Bem dizia o gajinho: tudo é relativo!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Macacos me mordam se isto não anda tudo ligado

Uma aranha ataca o papa durante a sua aparição em Praga.

Cavaco Silva quebra hoje o silêncio sobre o caso das escutas.

Comentários:
Detesto pragas.
Os animais, fora do seu habitat natural, assumem comportamentos bizarros.

domingo, 27 de setembro de 2009

E viva a democracia

Hoje foi um domingo como quase tantos outros. Acordei tarde, tomei um longo banho e degustei demoradamente um delicioso brunch. Depois fiz um agradável passeio digestivo até uma escola da minha freguesia, munida do meu cartão de eleitor e do B.I. (ah, quando eu tiver cartão do cidadão é que vai ser!). Enquanto aguardava na fila para votar encontrei dois vizinhos e um casal amigo, que me desafiou para um cafezinho logo após a passagem pelas urnas.
Seguiu-se uma tarde tipicamente de gaja, enfiada num Centro Comercial a comprar coisas... de gaja: uns botins, uma mala, dois pares de meias, duas cuecas (eu e o meu vício de comprar cuecas) e umas pulseias super-catitas.
O jantar? Foi num indiano descontraído, a ouvir as músicas dos filmes de Bollywodd (uma vez cheguei a ouvir uma versão indiana do 'Eu tenho dois amores', do Marco Paulo - um must). Até podia ter passado esse mesmo jantar agarrada à TV a acompanhar a par e passo as projecções eleitoriais. Isso é o que normalmente acontece, mas desta vez não calhou. Entre sms e telefonemas fomos sabendo, através de familiares e amigos, os resultados das eleições. Mal cheguei a casa, liguei-me à net e esmiucei todos os dados relevantes (e algumas curiosidades que me inquietavam).
Depois entretive-me a fazer contas e contra-contas, somas, subtracções e até dividões, mas só um resultado realmente me inquietou: a abstenção, sempre a porra da abstenção.
Cerca de 3.600.000 portugueses (entre 9.337.314 inscritos) não foi hoje votar, ou seja, cerca de 40% dos inscritos. Sempre fui uma pessoa moderada e até acredito que muitos deles terão tido razões válidas para não o fazer (também já sucedeu comigo no passado e ninguém está imune), mas acredito que a maior parte terá decidido não o fazer. Alguns dirão talvez que acordaram tarde, que se alongaram no seu sunday brunch, que se distrairam no seu passeio digestivo, que perderam noção do tempo enquanto tomavam um cafezinho com os amigos ou ainda, quem sabe, que tiveram de ir comprar botins, bujigangas ou coisas de gajas.

Estão de parabéns as pessoas que votaram no PS, no PPD/PDS, no CDS-PP, no BE, no PCP-PEV, no PCTP/MRPP, no MEP, no PND, no MMS (eu cá gosto muito destes, porque adoro enviar mms), no MPT-PH, no PPV, no POUS, no PTP e no PTP. Parabéns também aos mais de 173.000 portugueses que, provavelmente por não concordarem com nenhum dos projectos políticos apresentados, se deslocaram hoje às assembleias de voto e votaram 'nulo' ou em branco.
Todas estas pessoas podem, devem e têm legitimidade para criticar o governo ou mandar vir na oposição. As outras também o podem fazer, é certo, mas devem fazê-lo baixinho e, de preferência, muito em privado.
Votar é um direito e um dever, é um acto de civismo elementar e crucial ao funcionamento da sociedade, tal como ela existe. A nossa democracia é muito recente e foi, como todos sabemos, uma conquista muito aguardada e suada. Não tendo nascido neste país e não tendo a minha família sentido na pele a opressão do Estado Novo e do regime salazarista, seria fácil para mim desvalorizar a importância deste acto cívico. Mas eu sou uma apaixonada pela democracia, pelo significado (histórico e etimológico) do termo e, acima de tudo, pelo fim que ele encerra: o somatório de um conjunto de ínfimas vontades (da vontade popular) que se transformam num todo, com base no qual se vai definir um rumo, uma Política (com P maiúsculo, pois claro).
Podemos não gostar dos políticos, podemos até considerá-los corruptos, mas a política é 'um mal necessário' (se assim quisermos), pois sem Política não existiria democracia.
E eu estou contente por poder viver num país democrático e hoje estou feliz porque fui votar.

sábado, 26 de setembro de 2009

Eu jamais quebraria a regra de não falar de política em vésperas de eleições

Pelo que deixo o blogue em estado de mensagem subliminar.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Eu dou-vos a asfixia democrática











Então, ainda respiram? Ora vamos lá experimentar outra vez.

Trabalho e conhaque

Há quem paute a sua vida por uma série de regras de conduta, assim do tipo: Jamais fazer X na situação Y. Uma das regras mais comuns tem a ver com a velha máxima do 'trabalho é trabalho, conhaque é conhaque', que é usada para definir os limites de relacionamento entre colegas de trabalho.

Eu já fui uma dessas pessoas: muito cheia de limites, muito cheia de defesas, muito cheia de balelas. Hoje em dia, salvo raríssimas excepções, simplesmente acho que fazer um Amigo é uma oportunidade demasiado boa para poder ser desperdiçada.

Afinal de contas, se não fosse o trabalho, os nossos caminhos nunca se teriam cruzado (perdoem-me este romantismo perfeitamente démodé).

E sim, gosto da sensação de chegar a casa feliz e contente, a pensar que hoje fiz um amigo e coisa mais preciosa no mundo não há. Trálalalalá.

E Deus criou a Dança

A partir de uma costela da Música.

Daqui nasceu Dirty Dancing. Foi assim:



E esta é a minha cena favorita.

sábado, 19 de setembro de 2009

O colar é MEO

Até ontém:


Hoje no Congresso em Aveiro:


Debbie em fuga:

(Un)dress Code

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Eu e o Dalai Lama

Temos isto em comum:



Quem o disse foi o Political Compass, através deste teste que fiz aqui.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Primeiro estranha-se

E outros clichés dentro do género:


Grizzly Bear - 'Ready, Able'

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sou tão pseudo-intelectual que até mete nojo

Ou (título alternativo): Ser ou NÃO ser? Às voltas com a questão da assertividade

Um dos conceitos que entrou em voga nesta última década foi o conceito de assertividade. Inicialmente relegado sobretudo ao domínio (teórico) das ciências sociais e humanas, este termo faz hoje parte da nossa cultura e integrou o dicionário de qualquer português classe-média.

Com a assertividade aprendemos todos a dizer 'não' (aliás, esta tem sido a definição 'pop' do termo e é já quase uma espécie de meme), mas temo-nos andado a esquecer de um outro importante aspecto: aprender a dizer 'sim'. Dizem alguns teóricos da filosofia e da psicologia que nós aprendemos a ser o que somos através da negação daquilo que não somos (em última análise, é como se definíssemos a nossa identidade pela confirmação da nossa contra-identidade). Não obstante o sentido lógico desta permissa, entendo que a definição daquilo que nós somos não deve sustentar-se apenas numa lógica de 'exclusão de partes'. Nós somos muito mais do que o somatório das coisas que não somos, das coisas que não queremos ser, das coisas de que não gostamos ou, ainda, daquilo que não queremos experimentar.

A nossa sociedade aprendeu (ou anda a aprender afincadamente) a dizer 'não quero', 'não posso', 'não sou', mas esquece-se muitas vezes do direito ao 'ser', ao 'querer ser' e, em última análise, ao 'querer'. Vezes há também em que fazemos do 'não' uma verdade universal ou uma bandeira e não toleramos que os outros sejam pelo 'sim'. Outras vezes ainda sentimo-nos um 'nim', mas não somos capazes de experimentar o 'sim' porque não queremos desiludir os amigos do 'não' (ou vice-versa).

Parecendo talvez um mero jogo de palavras (ou um devanio da vossa Deb), a mensagem que vos pretendo transmitir é tão somente esta: aprendamos a dizer 'eu gosto', 'eu quero!'. Não como acto egoísta, narcisista, materialista ou outros 'istas', mas como celebração da nossa personalidade, afirmação da nossa liberdade e, em última análise, do direito ao prazer, à procura, à experimentação.

No fundo, no fundo, trata-se do direito de sermos um bocadinho mais felizes.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Só não percebo

Percebo de trigonometria, filosofia e até um pouquinho de estatística inferencial.

Só não percebo:
- Como é que há 'plebeus' que defendem a monarquia;
- Como é que há pessoas que adoram lavar o carro, mas têm a casa toda porca;
- Porque é que a generalidade das pessoas acha que ler José Saramago é estupidamente difícil;
- Porque é k os teenagers agora falam todos axim;
- Porque é que, quando nos dão um orçamento para qualquer coisa, nunca nos avisam que ainda falta acrescentar o valor do IVA;
- Em que é que se baseia a Manuela Ferreira Leite quando diz que um casal homossexual não deseja constituir família;
- Porque é que a minha mãe nunca precisou de fazer a depilação e eu ando a ser torturada há mais de uma década;
- Como é que se pode defender a vida e, em simultâneo, a pena de morte;
- Como é que se governa (bem) um país com maioria relativa;
- Porque é que o meu colega Zé Miguel da 4ª classe nunca me pediu em namoro;
- As expressões 'não mata mas engorda' e 'tira o cavalinho da chuva';
- Porque é que há por aí gente que acha que 'antes do 25 de Abril é que era';
- Como é que algumas pessoas afirmam ter votado contra a despenalização do aborto, só porque elas próprias jamais o fariam;
- Porque é que não mudamos o Carnaval para o 'nosso' Verão;
- Como é que é possível não adorar Depeche Mode;
- Porque é que para irmos para o estacionamento do El Corte Inglés temos de passar por aquela descida alucinante;
- Como é que as pessoas acham que eu lhes transmito calma e tranquilidade se eu me sinto sempre num estado eléctrico tipo 'estou que nem aguento!';
- Como é que é possível não se gostar do blogue Ménage à Trois;
- Porque é que nas festas há pessoas que não entram no 'comboio';
- Porque é que eu continuo sem encontrar o raio do anel vibratório;
- Porque é que os portugueses acham que os homens homossexuais são 'maricas' e as pessoas de expressão inglesa os acham 'alegres';
- Porque é que eu não aprendi a tocar bateria quando tinha uma banda.

Vá, agora elucidem-me!

domingo, 6 de setembro de 2009

O Führer morreu no cinema a ver um filme de Tarantino

Que o 'Inglouriois Basterds' é um filme extraordinário vocês já devem saber. Que as actuações são breathtaking não restam quaisquer dúvidas. Que o Tarantino, uma vez mais, surpreendeu toda a gente, já era esperado.

Agora, que o Maldonado saberia contextualizar-nos de forma tão clara este filme, talvez não soubessem. Está tudo tão bem explicadinho aqui, que vou dar-me ao luxo de poupar nas palavras.

Vão já ao cinema e, no fim, deixem falar a Shosanna Dreyfus que existe dentro de vocês:

My name is Shosanna Dreyfus... and you've seen the face of Jewish vengeance. Ahahahaha

sábado, 5 de setembro de 2009

O que é que isto poderia ser?

Copo de água: Como se de um teste projectivo se tratasse

Para um dos meus progenitores seria um copo meio vazio.
Para o outro, seria um copo meio cheio.
Para mim seria um copo a precisar de ser enchido.


(Eu bem sei que os nossos copos nunca ficam cheios, mas eu não consigo não tentar)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Gosto muito de gente mas...

também há por aí um ou outro animal por quem nutro grande admiração.

E embora nenhum deles seja a fénix, o curioso é que ambos renasceram recentemente das cinzas.

Gosto de gente

Há gente que gosta de cães, gatos, periquitos, hamsters. Eu cá gosto é de gente. E gosto de todo o tipo de gente: gente risonha, gente triste, gente extraordinária, gente assim-assim.
Gosto dos olhos das pessoas e gosto de pessoas que sabem sorrir com os olhos. Gosto de olhos que acrescentam palavras aos sorrisos e de gente que, ao olhar outra gente, sorri.

Também gosto de olhos que choram... e de olhos de gente que não tem medo de chorar.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Segredos

Os segredos que eu já guardei nesta vida dariam para encher os sete volumes da obra 'Em busca do tempo perdido' de Marcel Proust, serviriam de inspiração aos vídeos da Madonna e constituiriam belos sermões para os discursos do Ratzinger (desculpem, mas não consigo chamar Bento XVI um homem que usa Prada).

Como vêem, o meu disco rígido é precioso. Porém incorruptível.

domingo, 30 de agosto de 2009

Recuso ouvir-me falar


Balla - "O fim da luta"

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Aos trinta deixas-te de merdas (hard core version)

Pablo Picasso - 'Girl before a mirror'

Na infância construimos castelos encantados no ar, na adolescência colocamos lá dentro personagens perfeitas, aos vinte tratamos da decoração de interior e aos trinta montamos um sistema de videovigilância para garantir que está tudo bem durante as nossas ausências.

Sim, aos trinta convencemo-nos de que somos muito práticas, modernas e organizadas. Achamos que temos tudo sob controlo mas, só por via das dúvidas, munimo-nos de uns quantos gadgets: a Nespresso para nos garantir a mesma qualidade no café, a Bimby para nos assegurar o jantar à hora certa e a pílula que, além de ajudar a controlar o número de herdeiros ao trono, ainda nos deixa os ciclos menstruais mais pontuais do que um relógio suiço.

Aos trinta tornamo-nos peritas em reconhecer sabores. Já saboreámos o sucesso profissional, as desilusões da carreia e, sobretudo, o ácido que nos sobe do estômago quando não temos tempo para almoçar. Conhecemos também o sabor de uma ou outra traição, da verdade nua e crua, do sémen e da maioria dos preservativos à venda no supermercado. Sabemos ainda distinguir como ninguém o gosto das lágrimas de tristeza do gosto das lágrimas de alegria e por aí em diante...

Aos trinta os nossos pais começam a adoecer e, de repente, sentimo-nos crianças desamparadas, largadas demasiado cedo nesta vida. Ficamos então com o coração dividido, sem saber muito bem se voltamos para o útero ou cortamos o cordão umbilical de vez.

Aos trinta já não apanhamos bebedeiras, pois lembramo-nos melhor da última ressaca do que do nosso estado ébrio. Já não fazemos noitadas na discoteca pois fica-nos a doer a cabeça e os pés. Já não saímos de casa de cabelo molhado para evitar constipações. Temos receio da Gripe A e até começamos a acreditar que um dia vamos morrer.

Aos trinta já vimos e fizemos muita coisa e já experimentámos na pele e na alma (seja lá o que isso for) todas as combinações possíveis das seguintes palavras e sensações: amor, lágrimas, medo, coragem, orgulho, suor, dor, ciúme, desejo, paixão, mentira, frio, calor.

Aos trinta já não criticamos as mulheres que colocaram implantes mamários, que fizeram lipoaspiração ou correcção de rugas. Temos também consciência de que, quando o nosso maisquetudo nos diz que somos mais bonitas do que a Scarlett Johanssen isso só pode ser simpatia, mentira pegada, cegueira aguda, santa inocência ou um pedido de um broche. Sabemos que é mesmo assim. E mais: sabemos que é mesmo assim, acreditamos nele e no fim ainda lhe agradecemo o sincero elogio com um broche.

Aos trinta apreciamos as palvras doces, uma carícia no ombro e um cafuné na cabeça, mas também vibramos com dirty talk e com a ocasional palmadinha bem aplicada.

Aos trinta sabemos bem os truques para se atingir um orgasmo e já conhecemos quase todas as posições do Kama Sutra.

Aos trinta damos valor ao que realmente deve ter valor e que passa, invariavemente, pelas pequenas coisas da vida.

Aos trinta sabe bem que nos voltem a tratar por 'menina' ou que acrescentem o sufixo 'inha' ao nosso nome.

Aos trinta apercebemo-nos de que sabemos de cor a letra das músicas da nossa adolescência, mas temos dificuldades em decorar as mais recentes.

Aos trinta sabemos bem quem são os amigos do passado, os do presente e aqueles que queremos para o futuro. Sabemos que alguns deles vão ler este post, vão achar que me passei da cabeça, mas se calhar nem me vão dizer nada.

Aos trinta deixamo-nos de merdas, ponto final. Apetece-nos assumir nosso lado mais perverso e assumimo-lo. Apetece-nos desligar o recalcamento e desligamo-lo. Apetece-nos escrever umas quantas asneiras num blogue e escrevemo-las.

Aos trinta apercebemo-nos que já vivemos muito, mas que temos muito mais ainda por viver.

Aos trinta convencemo-nos de que somos muito práticas, modernas e organizadas. Achamos que temos tudo sob controlo... (isto não é repetição, vocês é que estão a ter um dejá-vu) e deixamo-nos de merdas.

Bullshit, aos trinta ainda temos muito que aprender.

sábado, 22 de agosto de 2009

A maior aventura da minha vida

Eu podia encher milhares de balões, voar até à America do Sul e travar amizade com pseudo-gambuzinos e cães falantes.

Mas, ainda assim, a maior (e melhor) aventura da minha vida continuarias ser tu!


"Up" (teaser), da Pixar Studios

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Work in progress

Ontém aconteceu uma coisa perfeitamente inédita: fui eu a (ter de) dizer a uma colega minha "relaxa pá, stay stressless, a gente dá conta do recado, improvisa-se" e outros adoráveis clichés.

Bom, por acaso não lhe disse, mas juro que foi por um triz.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

De uma vez por todas, NÃO!

Estou fartinha de ouvir na televisão: "Quer fazer um dueto em palco com o Toni Carreira?"

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

jeena kaisa pyar bina*


'Face of love' - Eddie Vedder feat.
Nusrat Fateh Ali Khan

*What is life without love?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

E por falar em testículos

Que é como quem diz, na sequência da temática do post anterior, aqui fica um cartoon ilustrativo dessa grande instituição chamada 'reunião de trabalho' (e se existem reuniões de trabalho também deviam existir reuniões de lazer, certo?)

É preciso testículos

Nada mais estimulante do que ser presenteada com a interessante (e detalhada) história do testículo dormente do Sr. D., precisamente a meio de uma enfadonha reunião ao início de tarde, onde se discutia o plano de orçamento para o ano 2009.

Às vezes é preciso testículos (ainda que dormentes) para nos achocalharem os neurónios depois do almoço!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

To live deep and suck out all the marrow of life


Porque hoje não consigo explicar melhor este sentimento, faço uso das palavras de Henry David Thoreau:

"I went into the woods because I wished to live deliberately,
to front only the essential facts of life,
and see if I could not learn what it had to teach,
and not, when I came to die, discover that I had not lived.
I did not wish to live what was not life, living is so dear;
nor did I wish to practice resignation, unless it was quite necessary,
I wanted to live deep and suck out all the marrow of life..."

Por enquanto é mesmo isto que se me oferece dizer, mas quando tal for possível, prometo utilizar as minhas próprias palavras.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Amor aos retalhos: Ainda o bailado contemporâneo

'Amor aos retalhos' é uma peça de Cláudia Nóvoa que, juntamente com os coreógrafos Gagik Ismalian e Patrick Delcroix, integra a temporada 2009/10 da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo.

Nesta obra, os bailarinos (e intérpretes) dão corpo (e voz) a algumas das emoções mais extremas daquilo que é a experiência do amor: saudade, desespero, medo, paixão, raiva, saudade...

Tem como ponto de originalidade a incorporção de folhas de papel como parte do cenário, folhas essas que representam cartas de amor e poemas que vão sendo lidos ao longo da actuação. O branco das folhas espalhadas no chão ......... (pre)enche visualmente o cenário e o som das mesmas, ao serem rasgadas e amachucadas, dá um novo ritmo à música que ouvimos.

A minha cena favorita é a de uma bailarina que, à semelhança do conceito da linguagem gestual, utiliza o seu corpo para (através de toda uma linguagem corporal e não somente das mãos), exprimir um poema - poema esse que é lido por uma quente voz masculina com um doce sotaque brasileiro. Arrepiante!

Fica apenas um cheirinho de uma experiência que só pode ser sentida ao vivo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Monólogo de uma vagina

Às vezes diz-se o indizível, arranjando-se palavras onde supostamente só existiriam sensações.

Foi isso que a Marta do Café com Sal conseguiu fazer e foi por isso que lhe pedi que me deixasse (re)utilizar o seu texto. Gostaria até que ele não ficasse só por aqui e que fosse roubado por outros, que ganhasse vida, que lhe crescessem asas ou então que as suas palavras fossem levadas pelo vento.

O texto chama-se 'Monólogo da Vagina (o meu)' e diz assim:

A minha vagina sabe muito.
Sabe o que é o calor húmido do primeiro beijo e sabe o que é o desastre da primeira vez.
Sabe o que é rápido e sabe o que é lento... Profundo e à flor da pele...
Sabe o que é a dor de um parto, o rasgão, o dia seguinte.
Conhece a fome a fartura. A sorte e o azar.
Sabe quando é a sério e também sabe fingir.

A minha vagina sabe o que é o primeiro orgasmo no banco de um carro.
Sabe o que é agressão, violência e piedade.
Sabe muito e sabe bem.
Sabe escolher.

A minha vagina tem dias!
Tem dias que é uma menina mimada, toda caprichos e exigências.
Leva que tempos a ficar pronta! Faz birrinha...
Tem outros dias que se deixa levar. Não levanta ondas...
Deixa andar. Deixa estar. Deixa lá...

Às vezes é uma puta.
Às vezes é só uma apaixonada que gosta de fazer amor a 40 e tal graus.

Gosta de ser considerada.
Gosta de ser a estrela da companhia.
Tem vaidades de filha única...

A minha vagina gosta de dois dedos de conversa, antes e depois...

sábado, 18 de julho de 2009

E preservativos para o beijo?



Olhai bem para esta imagem, pois ela vai passar a fazer apenas parte dos anais históricos do culto religioso e, muito provavelmente, do nosso imaginário colectivo. E porquê?

Devido à pandemia da Gripe A, a igreja católica determinou que fosse adoptado, durante o culto religioso, um conjunto de medidas que têm como objectivo a prevenção da disseminação do vírus H1N1. Entre elas, destaca-se a obrigatoriedade dos padres e ministros da comunhão desinfectarem as mãos imediatamente antes do acto da entrega da hóstia, a qual deverá passar a ser recebida pelos fiéis na mão e nunca na boca, para evitar que as mãos do padre ou ministro entrem em contacto com a saliva dos cordeiros de Deus e propaguem os potenciais virus pelos cordeiros seguintes.

Existem também novas regras para o chamado abraço de paz, que é o momento em que os presentes são convidados a saudarem-se na paz de Cristo e que normalmente pressupõe a distribuição de beijinhos e apertos de mão pelos demais convidados para a seia do Senhor.

Estas medidas fazem efectivamente todo o sentido no contexto pandémico em que nos encontramos e, caso o bicharoco da Gripe A continue com a pujança que tem vindo a demonstrar até agora, tenho para mim que vamos assistir a uma autêntica revolução nos nossos comportamentos sociais.

Acredito mesmo que estamos na iminência de, mais dia menos dia, passarmos a adoptar o cumprimento habitualmente utilizado pelos asiáticos - a clássica inclinação de corpo, em jeito de vénia - reduzindo assim ao máximo o contacto entre os corpos. É caso para dizer que os beijinhos e os 'passou bens' têm os dias contados.

Já se tem vindo também a alertar para o impacto da gripe nos contextos que implicam ou apelam à grande concentração de pessoas, sejam eles de índole política (onde se distribuem indiscriminadamente beijocas e abracinhos), sejam eles no campo desportivo ou no campo cultural (tendo como exemplo os concertos de Verão), entre outros.

A intimidade das pessoas deverá necessariamente mudar: as mulheres deixarão de emprestar os seu batôns umas às outras, os amigos não partilharão mais os cigarros nem o gargalo da mesma bejeca, os coffee shops de Amesterdão impedirão que duas ou mais pessoas partilhem o mesmo charro e, quem sabe, será criado um preservativo para a língua, impedindo que o vírus se dissemine através do beijo.

Talvez, quem sabe? Mas eu espero que o meu oráculo esteja enganado e isto não passe tudo de um grande delírio!

A única coisa positiva neste negro cenário é que, talvez nessa altura, as pessoas passem a ser severamente punidas se acaso cuspirem para o chão. Antevejo já a Debbie de dedo esticado e ar acusatório a gritar: 'Prenda-o de imediato senhor guarda, que este cavalheiro expeliu uma potencial fonte activa de vírus H1N1!"

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

No início da época de 70 (a melhor de todas!), surgiu uma das mais fantásticas músicas de Chico Buarque, paridas do seu 5º álbum, chamado 'Contrução'. Marcado por uma sonoridade singular, este álbum foi, segundo muitos críticos, um dos melhores LPs braileiros de todos os tempos, numa fusão perfeita entre o estilo bossa nova e o MPB (de música popular brasleira).

'Construção' é também uma das músicas mais marcantes do álbum com o mesmo nome. É uma história circular que nos confunde os sentidos. Aqui o tom poético das palavras distrai-nos do enredo trágico que é narrado e a música vai surgindo... ligeira, mas sempre com a capacidade de nos surpreender ao fim de cada estrofe. Ora embarquem na viagem:



Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Genialidade #2: Pina Bausch


O mundo perdeu muito recentemente uma das maiores referências da dança contemporânea. Pina Bausch, bailarina e posteriormente (também) coreógrafa, revolucionou toda a linguagem da dança moderna, introduzindo-lhe conceitos relativamente inovadores como o do teatro-performance, num casamento harmonioso entre o elemento humano e o recurso a produções multimédia.

Conotada de artista expressionista (roçando o estilo surrealista) mudou a forma como a dança e todas as 'artes ligadas à expressão corporal' eram até então encaradas, vindo inclusivamente a ter uma influência determinante na carreira da coreógrafa portuguesa Olga Roriz.

Aqui fica uma importante passagem sua no mundo da sétima arte, pela mão de Pedro Almodôvar (outro génio ao qual certamente voltarei a fazer referência), no filme 'Hable con Ella':

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quando a vida não tem piada


Às vezes a vida não tem piada.
É quando temos uma coisa muito importante para dizer, mas entretanto ficamos sem voz.
Quando decoramos a resposta que íamos dar a uma pergunta que tarda em ser formulada.
Quando percorremos o caminho mais longo para evitar alguém com quem inevitavelmente nos cruzamos.
Quando nos contam uma excelente anedota e, sem darmos conta, começamos a chorar.
Quando nos aproximamos de alguém que teima em fugir de nós.
Quando aquela imagem que queremos esquecer não nos sai da cabeça.
Quando o recalcamente não actua e escapa-se-nos um acto falhado.

Foda-se, às vezes a vida não tem mesmo piada, mas consegue ter um sentido de humor dos diabos.

sábado, 4 de julho de 2009

A rapariga do calendário



Fartei-me de grandes planos. Agora faço parte dos calendários de parede dos sapateiros, que são os melhores amigos das mulheres, logo a seguir aos cães, aos cartões de crédito, aos massagistas, à depilação a laser, aos jackpots no euromilhões e à Bimby.

Adeus Debbie azulinha! Estarás para sempre no meu coração.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Aqui me confesso

Sou eu a mãe dos miúdos

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Genialidade #1: Let forever be

Este vídeo é, a meu ver, um dos expoentes máximos do acto criativo por si só.
A música chama-se 'Let Forever Be' e é interpretada pelos Chemical Brothers, numa (mais uma!) genial produção do cineasta francês Michel Gondry.

Aqui fica uma pequena amostra daquilo que eu sinto antes de tomar a minha dose matinal de Nespresso: uma alucinante passagem pelo mundo do psicadelismo, visto através dos tais 'kaleidoscope eyes' de que os senhores dos Beatles tanto nos falavam.


'Let Forever Be' - Chemical Brothers

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Na continuação do post anterior

Pois é, estava com o horário do Pacífico... e dizia ali em baixo que eram duas e tal da manhã.
Tratou-se de um verdadeiro acto falhado, cuja interpretação é clara e inequívoca:

Preciso de férias! Levem-me daqui para fora.

Pronto, já estou mais tranquilinha. Até já acertei o relógio, endireitei a rosa dos ventos e afinei os meus pontos cardeais!
Estou oficialmente de volta a este tédio chamado realidade.

Não sei a quantas ando

Estive a rever com atenção os posts até agora publicados e constatei que:
- O meu primeiro post terá ido para o ar às 16:53 de sábado passado;
- A inauguração do blog (2º post) terá ocorrido às 04:16 de segunda-feira (não admira que ninguém tenha aparecido);
- Ter-me-ei posto a comentar em directo o noticiário desta manhã às... 00:28 !

Das duas três:
- Ou este mundo está virado das avessas;
- Ou os meus ciclos biológicos estão completamente desregulados;
- Ou tenho o fuso horário aqui do blog mal configurado.

Pelos vistos, não sei a quantas ando nem de onde vos falo, mas por hoje sinto-me bem assim e é assim que me vou deixar estar.
E deixa lá ver que horas me vão aparecer na linha aqui de baixo...

O vizinho português do MJ

Enquanto se assiste à crise política nas Honduras, toma-se o café duplo da manhã.
Enquanto se assiste ao crescimento do número de casos de gripe A no mundo e no país, come-se uma torrada.
Enquanto se assiste aos pormenores do despenhamento do avião do Iémen no Índico bebe-se uma chávena de leite.

Enquanto se assiste ao noticiário da manhã no Canal 1 descobre-se que o Michael Jackson tinha um vizinho português. Entrevista-se o senhor (mais um Carlos Lopes), a esposa (mais uma 'amaricana'), o cão, o gato, a galinha...

Enquanto se assiste a tudo isto, dá-se um pulinho aqui ao novo blogue só para dizer: Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrg

E enquanto se escreve, pergunta-se: Mas porque é que eu não mudo para a EuroNews?
Ah, já sei, é para assistir ao 'Bom Potuguês'!

P.S.: Acabei de descobrir que tanto se pode dizer 'broa' como 'boroa'. Ah, se esta pergunta saísse no Buzz, isso é que era!!!